Nessa quarta-feira, 28 de agosto, o número de vítimas de enchentes causadas por chuvas intensas no Sudão subiu para 132. Mais de 30 mil famílias foram afetadas pelo rompimento de uma barragem em 10 províncias do país.
Além da tragédia das enchentes, há uma guerra civil no Sudão. No estado do Mar Vermelho, pelo menos 30 pessoas morreram após o colapso da barragem de Arba’at em Porto Sudão no domingo (25/7).
De acordo com Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), as inundações podem aumentar o risco de cólera no Sudão.
“O OCHA relata que a Represa Arba’at, localizada aproximadamente 38 quilômetros a noroeste de Port Sudan, no estado do Mar Vermelho, no Sudão , sofreu grandes danos devido às fortes chuvas ontem, 25 de agosto”, informou.
O OCHA destacou que as “enchentes causaram dano às redes de telecomunicações, ao fornecimento de água e energia”, além de acesso rodoviário “nas áreas impactadas, dificultando a coleta de informações”. A barragem rompeu nessa segunda-feira (26/8).
Mais de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas devido às enchentes que devastaram o país desde junho, de acordo com o OCHA.
Desde abril de 2023, os combates entre o Exército sudanês e o grupo conhecido como Forças de Apoio Rápido, RSF, deixaram milhares de mortos e mais de 8 milhões de deslocados.
A guerra fez cerca de 600 mil pessoas buscarem refúgio no Sudão do Sul e uma em cada cinco crianças em centros de trânsito na fronteira sofre de desnutrição, segundo o PMA.



