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Estudo revela alto índice de quedas entre idosos e alerta para riscos à saúde e autonomia

As quedas têm se consolidado como um dos maiores problemas de saúde pública entre idosos no Brasil, com impacto direto na mobilidade, independência e bem-estar emocional. De acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), cerca de 25% dos idosos sofrem quedas todos os anos, percentual que sobe para 40% entre pessoas com mais de 80 anos.

Uma pesquisa conduzida pela Faculdade de Medicina de Itajubá (MG) em parceria com o Centro Universitário Ages (BA) mostrou números ainda mais preocupantes. O levantamento, feito com 400 idosos do bairro Belenzinho, em São Paulo, revelou que 63% já caíram ao menos uma vez e 90% relataram medo de cair. O estudo foi publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Segundo o professor Luciano Vitorino, responsável pela pesquisa, o ambiente doméstico representa o maior risco, especialmente em casas sem adaptações de segurança. “Dois terços das quedas ocorrem dentro de casa, em locais com pouca iluminação, tapetes soltos ou escadas sem corrimão”, afirma. O cenário urbano também contribui, com calçadas irregulares e iluminação deficiente.

A geriatra Thais Ioshimoto, do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que o medo de cair pode gerar um ciclo de limitações: “O idoso se movimenta menos, perde força muscular, aumenta o risco de novas quedas e pode desenvolver ansiedade, depressão e isolamento social”.

O estudo aponta fatores de risco como idade avançada, sexo feminino, doenças crônicas, declínio cognitivo, hospitalizações recentes e condições socioeconômicas precárias.

Apesar disso, especialistas ressaltam que a maioria das quedas pode ser evitada. Recomendações incluem a prática de exercícios de resistência, alimentação rica em proteínas, adaptações domésticas (como barras de apoio e iluminação adequada) e acompanhamento regular em unidades de saúde, com revisão de medicamentos e incentivo a atividades como caminhadas e Tai Chi Chuan.

“Quedas não devem ser vistas como parte natural do envelhecimento”, conclui Vitorino. “Com prevenção e cuidados adequados, é possível garantir segurança, autonomia e melhor qualidade de vida para os idosos.”

Com informações da assessoria

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