Um surto de intoxicação por metanol provocou a morte de pelo menos 25 pessoas na Rússia após o consumo de vodca adulterada. O caso, registrado principalmente na cidade de Slantsys, expôs os riscos do mercado ilegal de bebidas alcoólicas.
De acordo com autoridades locais, a bebida era produzida com álcool bruto e apresentava contaminação por metanol, substância altamente tóxica que pode causar cegueira, danos neurológicos e morte. Exames em seis vítimas confirmaram a presença do produto em níveis fatais. Catorze pessoas, entre fornecedores e vendedores, foram presas.
O episódio repercute no Brasil, onde já houve registros recentes de intoxicações por metanol. Em São Paulo, nove pessoas foram afetadas em menos de um mês, com três mortes confirmadas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu alerta sobre a falsificação de bebidas destiladas populares, como gin, uísque e vodca.
Toxicologistas reforçam que o metanol é inodoro, incolor e com gosto semelhante ao etanol, o que dificulta sua identificação fora de laboratório. Entre os principais sintomas de intoxicação estão dor de cabeça intensa, náusea, vômito e alterações na visão.
As autoridades orientam que a população evite bebidas de procedência duvidosa, sobretudo quando vendidas a preços muito abaixo do mercado, e denuncie suspeitas aos órgãos competentes.


