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Suspeito de matar Charlie Kirk comparece ao tribunal pela primeira vez nos EUA

Tyler Robinson, 22 anos, acusado de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk em setembro deste ano, participou nesta quinta-feira (11/12) de sua primeira audiência presencial em um tribunal de Utah, nos Estados Unidos. Detido desde 11 de setembro, ele responde a cinco acusações criminais e poderá ser condenado à morte.

Robinson foi indiciado por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo, obstrução de justiça, intimidação de testemunhas e por cometer um crime violento na presença de uma criança. O caso será julgado por um júri.

A audiência marcou sua primeira aparição pública desde a prisão. O réu entrou na sala de audiências algemado nos pulsos e tornozelos e vestia camisa azul clara, gravata listrada e calças cáqui.

A defesa tenta restringir a divulgação de informações sobre o acusado. Em outubro, a Justiça de Utah autorizou que ele não use uniforme de presidiário nas sessões e proibiu imagens das algemas, a fim de evitar possível influência sobre futuros jurados.

O crime

Charlie Kirk, 31 anos, fundador da organização conservadora Turning Point USA e aliado próximo de Donald Trump, foi morto a tiros em 10 de setembro de 2025 enquanto discursava na Universidade Utah Valley. Segundo as investigações, o disparo partiu de um prédio a cerca de 180 metros do local do evento. Ele chegou a ser socorrido em estado crítico, mas não resistiu.

Horas após o ataque, Trump confirmou a morte nas redes sociais, chamando Kirk de “lendário” e oferecendo condolências à família.

Influência política

Considerado uma das principais vozes do conservadorismo entre jovens norte-americanos, Kirk fundou a Turning Point USA aos 18 anos, após ser rejeitado pela Academia Militar de West Point. A organização cresceu rapidamente e, em 2023, registrou receita de US$ 92,4 milhões.

Kirk tinha forte relação com Trump e sua família, participando de atos no Salão Oval e contribuindo para iniciativas eleitorais, incluindo a escolha de J.D. Vance como vice na chapa republicana em 2024. No momento do ataque, ele estava iniciando uma turnê por universidades do país.

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