A morte de Miguel Abdala Netto, tutor legal de Andreas Richthofen, provocou uma nova controvérsia na família Richthofen. Suzane von Richthofen e a prima Silvia Magnani devem disputar judicialmente a herança do médico, avaliada em aproximadamente R$ 5 milhões.
O embate começou antes mesmo da abertura oficial do inventário. As duas protagonizaram divergências durante a liberação do corpo, tanto na 27ª Delegacia de Polícia quanto no Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo. Ao final, Silvia ficou responsável pela organização do enterro, realizado em Pirassununga, cidade de origem da família.
Em entrevista à coluna True Crimes, do jornal O Globo, Silvia afirmou que Miguel não desejava ser sepultado em Pirassununga, mas junto à mãe e aos avós. Como o pedido não pôde ser atendido, a cerimônia ocorreu de forma discreta. “Só estava eu no cemitério”, declarou.
Segundo pessoas próximas, Miguel manteve pouco contato com familiares nos últimos anos. Mesmo assim, Suzane acionou advogados para solicitar a tutela do corpo e buscar a condição de inventariante do espólio.
Sobre a divisão dos bens, Silvia afirmou que espera uma decisão justa por parte do Judiciário. De acordo com a legislação, caso exista testamento, até metade do patrimônio pode ser destinada livremente. A outra parte cabe aos herdeiros necessários. Como Miguel não deixou filhos, pais ou irmãos vivos, Andreas e Suzane são considerados os herdeiros mais próximos e, na ausência de testamento, devem dividir a herança.



