O mercado financeiro brasileiro celebrou nesta quinta-feira (15) um novo marco histórico, com o índice Ibovespa superando os 165.500 pontos e se aproximando da marca dos 166 mil. A valorização reflete um cenário de menor aversão ao risco no exterior e expectativas internas favoráveis.
O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão com uma alta de 0,26%, atingindo 165.568 pontos. Apesar de ter chegado a registrar ganhos mais expressivos durante a tarde, o índice reduziu o ritmo nas últimas horas de negociação, movimento comum quando investidores realizam lucros.
A sessão marcou a segunda vez consecutiva em que a bolsa brasileira alcançou um recorde. O desempenho poderia ter sido ainda mais robusto, mas foi freado pela queda nas ações da Petrobras, influenciadas pelo recuo de 4% no preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários da estatal caíram 1,02% e os preferenciais, 0,63%.
No mercado de câmbio, o dólar comercial apresentou uma correção, encerrando o dia negociado a R$ 5,368, uma queda de 0,62%. Após operar acima dos R$ 5,40 durante parte da manhã, a divisa americana recuou à tarde, impulsionada por um maior fluxo de entrada de recursos no país.
O alívio no cenário internacional foi um dos principais motores para o desempenho positivo. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afastando a possibilidade de demitir o presidente do Federal Reserve e indicando uma diminuição nas tensões com o Irã, contribuíram para a melhora do sentimento dos investidores globais. A notícia sobre o Irã, inclusive, ajudou a derrubar o preço do petróleo.
Internamente, a perspectiva de uma possível redução na taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central também favoreceu o mercado. Dados que indicaram um crescimento de 1% no comércio brasileiro em novembro, mas com uma desaceleração na atividade, reforçaram as apostas em corte de juros. Juros mais baixos tendem a tornar a renda variável mais atrativa em comparação com a renda fixa, incentivando investimentos na bolsa.



