O ex-presidente Jair Bolsonaro passou a primeira noite detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, no espaço conhecido como “Papudinha”, onde funciona o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A defesa voltou a solicitar a conversão da pena em prisão domiciliar, mas o pedido só será analisado após a realização de uma perícia médica.
A transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a unidade prisional ocorreu por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na decisão, o magistrado ordenou que o ex-presidente seja avaliado por uma junta médica da Polícia Federal, responsável por analisar seu estado de saúde e indicar se há necessidade de adaptações para o cumprimento da pena no local ou eventual transferência para um hospital penitenciário.
Segundo Moraes, a perícia é etapa obrigatória antes da análise do novo pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa. O laudo deverá detalhar a condição clínica do custodiado e apontar as medidas necessárias para garantir o cumprimento da pena de forma adequada.
Também estão detidos na Papudinha o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, ambos condenados por envolvimento na tentativa de golpe.



