O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressaram otimismo quanto aos impactos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Ambos destacaram que a implementação do acordo visa a redução de desigualdades e a promoção da prosperidade mútua, durante encontro realizado no Rio de Janeiro.
A reunião, sediada no Ministério das Relações Exteriores, abordou os detalhes do acordo que, ao ser concretizado, estabelecerá uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas. A aprovação por parte da União Europeia ocorreu na semana passada, encerrando mais de duas décadas de negociações.
Lula enfatizou que a abertura comercial deve ser um instrumento para o desenvolvimento sustentável e a diminuição das disparidades sociais, gerando empregos e novas oportunidades. Ele ressaltou o compromisso com o diálogo político e a cooperação para assegurar altos padrões em direitos trabalhistas e proteção ambiental, além de reafirmar as metas brasileiras em relação à igualdade de gênero e aos direitos de povos indígenas e trabalhadores.
O presidente brasileiro também sinalizou uma mudança de paradigma, onde o Brasil não se limitará à exportação de commodities, especialmente do agronegócio. O objetivo é impulsionar a produção e comercialização de bens industriais com maior valor agregado, incentivando o investimento europeu em cadeias de valor estratégicas para a transição energética e a infraestrutura digital no Mercosul.
Por sua vez, Ursula von der Leyen projetou que todos os membros dos blocos colherão os frutos do acordo, com a criação de novos empregos e um ambiente favorável para o setor empresarial. Ela declarou que o comércio internacional deve ser uma via de mão dupla para a prosperidade compartilhada, e não um jogo de soma zero. A assinatura oficial do acordo, prevista para o dia seguinte no Paraguai, é vista como o ponto de partida para uma série de desenvolvimentos positivos.
Von der Leyen antecipou que o acordo proporcionará clareza e previsibilidade nas regras comerciais, além de estabelecer padrões elevados que funcionarão como catalisadores para o investimento. Ela agradeceu o empenho e a liderança pessoal de Lula na consolidação do acordo, descrevendo-o como uma conquista geracional.



