O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por mais 60 dias das investigações sobre o caso Master. O inquérito, que tramita sob sigilo no Distrito Federal, apura supostas irregularidades na operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), responsável pelas apurações. O ministro também determinou a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que tome conhecimento da continuidade dos trabalhos investigativos.
As investigações da PF sugerem um esquema de desvio de fundos que poderia atingir R$ 12 bilhões, envolvendo a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro. O Banco Master teria oferecido aos clientes rendimentos significativamente superiores à taxa básica de mercado, chegando a 40% a mais.
A polícia também investiga o envolvimento de dirigentes do BRB no suposto esquema. A tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, anunciada em março do ano passado e com aval do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi barrada pelo Banco Central (BC) após constatação de irregularidades na solidez financeira apresentada pelo Master.
Em despacho, Toffoli deferiu o pedido de prorrogação, considerando as razões apresentadas pela PF. Recentemente, a PF deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, focada em investigar o Banco Master e seu empresário, Daniel Vorcaro. As autoridades apuram crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, com medidas autorizadas que incluem o sequestro e bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões.



