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Lula propõe limitar Conselho da Paz a Gaza em conversa com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, nesta segunda-feira (26), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o Palácio do Planalto, a ligação durou cerca de 50 minutos e abordou temas como o Conselho da Paz proposto pelo governo norte-americano, a situação na Venezuela e uma possível visita oficial do presidente brasileiro a Washington.

Esta foi a terceira conversa entre os dois líderes. Durante o diálogo, Lula sugeriu que a atuação do Conselho da Paz seja restrita ao conflito na Faixa de Gaza e defendeu a inclusão da Palestina como membro do órgão. O presidente brasileiro ainda não respondeu formalmente ao convite feito por Trump para integrar o conselho.

De acordo com o governo brasileiro, uma das preocupações é o alcance da iniciativa, que, conforme o projeto de criação, poderia atuar em qualquer conflito internacional. Na conversa, Lula também voltou a defender uma ampla reforma da Organização das Nações Unidas (ONU), com a ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança.

Em nota, o Planalto informou que Lula destacou “a importância de uma reforma abrangente da ONU, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”, ao comentar a proposta apresentada pelos Estados Unidos.

Na última sexta-feira (23), o presidente brasileiro havia criticado publicamente o Conselho da Paz idealizado por Trump, afirmando que o líder norte-americano pretende “criar uma nova ONU” sob sua liderança.

Durante a ligação, Lula sugeriu ainda a realização de uma visita oficial a Washington após seu retorno de viagens à Índia e à Coreia do Sul, previstas para depois do Carnaval. A expectativa é de que o encontro entre os presidentes ocorra em março.

Os líderes também discutiram a situação política na Venezuela. Esta foi a primeira conversa entre Lula e Trump após a captura de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos. Segundo o Planalto, o presidente brasileiro defendeu a preservação da paz, da estabilidade regional e do bem-estar do povo venezuelano.

COLUNISTAS

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