O ator e comediante Bill Cosby foi condenado por um júri civil nos Estados Unidos a pagar US$ 19,25 milhões (cerca de R$ 103 milhões) em indenização por um caso de violência sexual ocorrido em 1972.
A decisão, anunciada na segunda-feira (23), reconheceu que Cosby drogou e abusou sexualmente de Donna Motsinger, que na época tinha 30 anos. Segundo a autora da ação, ela foi dopada com comprimidos que a deixaram sem condições de reagir.
O caso teria ocorrido após o comediante levá-la de limusine para um de seus shows. Motsinger relatou ainda que Cosby frequentava o restaurante onde ela trabalhava durante o período em que gravava um álbum de stand-up nas proximidades.
Em declaração ao The New York Times, a vítima afirmou que a decisão representa um passo importante após décadas de espera. “Foram 54 anos para se obter justiça”, disse.
Por se tratar de uma ação na esfera civil, a condenação prevê apenas reparação financeira, sem implicações penais. Ou seja, não há pena de prisão.
A defesa do artista informou que irá recorrer. A advogada Jennifer Bonjean afirmou que a equipe está “desapontada” com o veredito. Cosby nega as acusações, e seus representantes classificam a denúncia como inconsistente.
Aos 88 anos, o comediante já havia sido condenado anteriormente a indenizar Judy Huth, que o acusou de abuso ocorrido em 1975, quando tinha 16 anos.



