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Terror em Silent Hill: Regresso ao Inferno – Um filme que realmente te leva direto ao inferno

Por Vinícius Andrade – Esse filme facilmente entra no top piores lixo que já tive o desprazer de assistir em minha vida. Estou com 25 anos e nunca tinha visto um filme tão bosta quanto esse e olha que já tivemos várias adaptações de games para o cinema tenebrosas, mas esse aqui ofende que machuca.

Vamos começar falando desse roteiro horroroso, né? A proposta supostamente era se equiparar a Silent Hill 2 — e até ao remake recente do PS5 —, mas falta competência para adaptar uma história tão incrível, com curvas dramáticas tão marcantes e um plot twist ainda mais impactante. Nada disso funciona neste filme, que tinha um material-base riquíssimo nas mãos e, ainda assim, consegue falhar. Simplesmente desrespeita o material original.

O mistério não funciona, os atores são ruins, principalmente o protagonista James que no jogo é um personagem tão cheio de nuances e camadas e aqui é um cara com cara de cachaceiro que fica passeando por silent Hill fingindo ter medo de um fundo verde extremamente falso e criaturas de cgi mais falsas ainda. Te conta viu, que cgi vagabundo desse filme viu. Nossa que coisa de doer os olhos é os efeitos de filmes criminoso aqui e como ele não consegue trazer nada de bom do jogo para esse filme.

É tudo tão artificial que qualquer pessoa — até quem não entende do assunto — percebe o uso excessivo de fundo verde e o quão falso tudo parece. Isso dificulta completamente a imersão na história, ainda mais com uma atuação péssima e um roteiro bagunçado. Nada faz sentido: os acontecimentos surgem sem lógica alguma. E, quando o filme acaba, fica só a sensação de que você desperdiçou um tempo precioso

A relação entre James e Mary, que é a base central da história no jogo, simplesmente não funciona aqui. Os dois atores são ruins, os diálogos são péssimos, o cenário é aquele fundo verde vagabundo de sempre e não existe química alguma entre eles. Fica extremamente difícil se envolver com a história.

Ao contrário do jogo, Silent Hill 2, que começa de forma mais sutil e vai construindo o mistério aos poucos, revelando seus segredos gradualmente e deixando o jogador intrigado, o filme só faz você sentir que está desperdiçando tempo de vida com uma miséria dessas.

Para essa crítica não ficar tão amarga, dá pra dizer que existe uma única cena realmente boa no filme. Pra quem jogou Silent Hill 2, tanto no PS2 quanto no remake do PS5, é até de arrepiar: a cena do banheiro, logo quando James chega a Silent Hill. Essa sequência é bem fiel e funciona como deveria. É praticamente o único ponto positivo — o suficiente pra render, no mínimo, uma estrela.

Silent Hill: Regresso ao Inferno cumpre a promessa de realmente te levar ao inferno — porque foram algumas das piores horas da minha vida assistindo a um filme baseado em um jogo tão rico em história, mas que, infelizmente, não soube aproveitar absolutamente nada.

O mais revoltante é que o filme ainda elimina o principal plot twist da obra original — alerta de spoiler: James ter matado Mary. Aqui, isso simplesmente não existe. O maior “pecado” do personagem passa a ser ter ido embora e deixado ela naquela cidade maldita.

Simplesmente, o filme inocenta o James e retira toda a podridão que define o personagem no jogo. Esse lado obscuro praticamente não existe aqui — ele foi transformado em um santo.

Espero sinceramente nunca mais ter que assistir a esse filme na minha vida. Mas, se você for curioso e quiser encarar essa ida ao inferno… a escolha é sua.

Filme: Terror em Silent Hill: Regresso ao Inferno

Sinopse: Uma carta misteriosa chama James de volta a Silent Hill em busca de seu amor perdido. Ele encontra uma cidade antes reconhecível e se depara com figuras aterrorizantes, tanto familiares quanto novas, e começa a questionar sua própria sanidade.

Data de Lançamento: 22/01/2026

Elenco: Jeremy Irvine, Hannah Emily Anderson, Robert Strange, Eve Macklin, Melissa Graham.

O autor é estudante, crítico de cinema e fã de filmes e séries

Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores. É permitida sua reprodução, total ou parcial desde que seja citada a fonte.

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