O Google anunciou a liberação global de um novo recurso no Google Drive que utiliza a inteligência artificial Gemini para organizar automaticamente arquivos dos usuários.
A funcionalidade, chamada “Organizar meus arquivos”, estava em fase de testes desde outubro do ano passado e agora passa a ser disponibilizada de forma mais ampla. O acesso, no entanto, é restrito a assinantes corporativos do Google Workspace e a planos pagos de IA da empresa.
No Google Drive, o recurso aparece como um atalho chamado “Sugerir movimentação de arquivos”. Ao ser ativado, o Gemini analisa o conteúdo armazenado e propõe a reorganização dos documentos, sugerindo tanto o agrupamento em pastas existentes quanto a criação de novas estruturas.
As recomendações podem ser revisadas antes da confirmação, permitindo ao usuário renomear pastas, desmarcar arquivos e ajustar manualmente as alterações. A movimentação ocorre em lote, com um único comando.
O sistema também alerta quando mudanças podem afetar permissões de acesso ou privacidade, exigindo validação adicional do usuário.
Para funcionar, a ferramenta precisa ser habilitada por administradores de TI em ambientes corporativos, além de exigir que os recursos inteligentes estejam ativados na conta.
Apesar da liberação global, o recurso ainda possui limitações: ele funciona exclusivamente quando o Google Drive está configurado para o idioma inglês.
O Google também estabeleceu um período de uso ampliado até 15 de julho de 2026. Após essa fase, haverá limites diários para a utilização da ferramenta.
A novidade chega em meio à disputa crescente no setor de produtividade com inteligência artificial. Ferramentas concorrentes, como o assistente Claude, da Anthropic, já oferecem integração com o Google Drive para leitura e organização de arquivos, ampliando a concorrência nesse segmento.



