O homem apontado como suspeito de envolvimento no atropelamento que matou Lucas Eduardo Cunha Trindade, de 29 anos, prestou depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (22) e deixou a Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (DEAT), em Manaus, dirigindo o veículo que é investigado por possível envolvimento no acidente.
O caso aconteceu na madrugada do último domingo (19), na avenida Djalma Batista, no bairro Flores, na zona centro-sul da capital amazonense.
A polícia chegou ao suspeito após amigos e familiares da vítima realizarem uma mobilização para reunir provas. Em menos de 48 horas, o grupo encontrou imagens de câmeras de segurança, localizou peças que teriam se desprendido do veículo durante a colisão e identificou possíveis testemunhas.
O material foi entregue à DEAT e ajudou os investigadores a avançarem na apuração do caso. Durante as diligências, policiais foram até a residência do suspeito e encontraram um carro com marcas de batida que seriam compatíveis com o acidente.
Segundo informações repassadas à polícia, o homem afirmou não se lembrar do ocorrido. Familiares relataram ainda que ele teria dito fazer uso de uma medicação que poderia ter contribuído para a falta de memória sobre o acidente.
Amigos e familiares de Lucas afirmam que o motorista teria fugido do local sem prestar socorro à vítima. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e apurar eventual responsabilidade criminal.
A família também manifesta preocupação com o fato de o suspeito não estar preso preventivamente e teme que ele possa interferir na investigação ou na produção de provas.



