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Super El Niño de 2026 pode bater recorde histórico e mudar clima do Brasil

O Super El Niño de 2026 deve alcançar sua intensidade máxima entre outubro e dezembro, segundo projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O fenômeno climático tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte”, considerada a classificação mais elevada para eventos de El Niño.

As previsões indicam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial poderá provocar mudanças significativas no clima mundial, com reflexos também no Brasil. Entre os principais riscos estão o aumento de ondas de calor, períodos de seca, chuvas intensas, enchentes e tempestades severas.

O El Niño ocorre quando a temperatura da superfície do Pacífico Equatorial fica acima da média, alterando a circulação da atmosfera e influenciando os padrões climáticos de diferentes regiões do planeta. O fenômeno recebe o nome de “Super El Niño” quando esse aquecimento ultrapassa 2°C acima dos valores considerados normais.

Pesquisadores avaliam que o evento previsto para 2026 pode entrar para a história como o El Niño mais intenso dos últimos 150 anos. Modelos climáticos apontam que a temperatura das águas do Pacífico tropical pode atingir até 3,6°C acima da média, superando o recorde registrado entre 2015 e 2016, quando o aquecimento chegou a 2,75°C.

Caso as projeções sejam confirmadas, o fenômeno poderá ultrapassar os eventos extremos já registrados e aumentar a frequência de impactos climáticos em várias partes do mundo.

No Brasil, os impactos devem variar conforme a região. No Sul, o Super El Niño pode favorecer o aumento das chuvas, elevando o risco de temporais, alagamentos e enchentes.

Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a previsão aponta para temperaturas mais elevadas, redução das chuvas e maior possibilidade de estiagens prolongadas. O cenário também preocupa por causa do risco de avanço de queimadas e eventos de calor extremo.

O histórico recente reforça a atenção dos especialistas. O El Niño registrado entre 2023 e 2024 esteve associado a chuvas intensas e às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Agora, meteorologistas acompanham a evolução do fenômeno de 2026 para avaliar a dimensão dos possíveis impactos.

COLUNISTAS

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