Uma operação de grande porte mobilizada pelas forças de segurança do Marrocos conteve uma nova tentativa de travessia em massa em direção ao enclave espanhol de Ceuta. O confronto na linha divisória ocorreu com o uso de bombas de gás lacrimogêneo por parte dos agentes marroquinos para dispersar centenas de pessoas, em sua maioria originárias de países da África Subsaariana, que tentavam ultrapassar a estrutura de proteção fronteiriça.
De acordo com apurações da imprensa local, a ação policial culminou na prisão de pelo menos 294 indivíduos — entre os quais 248 imigrantes subsaarianos e 46 cidadãos de nacionalidade marroquina.
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O patrulhamento na faixa de fronteira entre o território marroquino e a Espanha permanece reforçado. As autoridades implementaram um esquema de vigilância que combina monitoramento aéreo por drones, forças de pronto emprego e veículos equipados com jatos de água para coibir novos agrupamentos.
O episódio reflete o cenário de permanente tensão migratória no enclave de Ceuta. Dados oficiais do governo espanhol indicam que, no final de julho, a região contabilizou cerca de 72 mil entradas a partir do Marrocos, movimento que resultou no retorno posterior de aproximadamente 70 mil pessoas ao território marroquino.


