A decisão do governo brasileiro de expandir os laços comerciais e diplomáticos com o Irã passou a representar um ponto de fricção direta com a política externa dos Estados Unidos. O anúncio feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a implementação de um “Dia D Econômico” focado no isolamento de Teerã, coloca parceiros comerciais do país persa — incluindo o Brasil — sob risco iminente de sanções e sobretaxas tarifárias.
A ofensiva de Washington visa cortar as linhas de financiamento, operações de câmbio e rotas de suprimento do governo iraniano. O aumento no volume de exportações brasileiras de commodities agrícolas como soja e milho para o mercado iraniano ocorre em um momento de escalada geopolítica no Oriente Médio, acendendo o alerta no setor produtivo nacional diante da possibilidade de novas barreiras alfandegárias aplicadas pelos EUA.
A retórica de restrição do governo norte-americano soma-se a tarifas pré-existentes enfrentadas por produtos brasileiros no mercado externo. Caso as sanções indiretas sejam oficializadas pela Casa Branca, o fluxo de exportações do agronegócio para ambos os países poderá passar por readequações estratégicas.
A matéria original e os dados analíticos foram publicados na reportagem do veículo Gazeta do Povo.



