O número de pessoas consideradas desaparecidas após o devastador deslizamento de terra e enchentes na fronteira entre o Nepal e a China ultrapassou a marca de mil vítimas. As autoridades locais atualizaram o balanço das buscas nesta quinta-feira (27), confirmando que a tragédia destruiu postos alfandegários, instalações elétricas e vilarejos inteiros no distrito de Rasuwa e no porto de Gyirong.
Equipes de resgate de ambos os países enfrentam dificuldades extremas de acesso, já que o transbordamento do rio Bhote Koshi e o acúmulo de escombros cortaram pontes e rodovias estratégicas. O bloqueio geográfico impede a chegada de suprimentos por terra e dificulta o pouso de aeronaves nas áreas mais isoladas do Himalaia.
Entre os atingidos pelo desastre natural estão centenas de moradores locais e um grande contingente de turistas estrangeiros que realizavam expedições pela região. O presidente da China, Xi Jinping, e o governo nepalês mobilizaram contingentes militares e equipes técnicas para intensificar as operações de busca antes que o mau tempo prejudique ainda mais os trabalhos.
Comunidades ao longo do leito do rio seguem em estado de alerta e evacuam áreas de risco, enquanto socorristas trabalham na desobstrução de vias para tentar localizar sobreviventes sob a lama e os destroços.


