O rompimento de uma geleira provocou enchentes repentinas no Nepal, deixando um rastro estimado em 2,2 milhões de toneladas de detritos, lama e pedras. O desastre causou cerca de mil mortes e deixou mais de 4 mil pessoas desaparecidas em seis distritos do país, enquanto equipes de resgate já conseguiram retirar mais de 10 mil sobreviventes das áreas atingidas.
A grande quantidade de entulho e prédios desabados tem dificultado o trabalho dos socorristas, que utilizam maquinário pesado para acessar locais isolados. As enchentes afetaram diretamente mais de 84 mil pessoas em 17 municípios, a maioria localizada em regiões rurais e montanhosas onde a população depende essencialmente da agricultura.
A infraestrutura do país também sofreu forte impacto, com a paralisação de 11 usinas hidrelétricas e uma usina solar, afetando o fornecimento de energia e o acesso a serviços básicos. Além disso, outros 15 projetos de geração de energia que estavam em fase de construção foram danificados pelas correntes de água e lama.
A representante do Pnud no Nepal, Kyoko Yokosuka, alertou para a gravidade da situação em pleno período de plantio das monções. Segundo a entidade, os estragos em lavouras e terras agricultáveis representam uma ameaça prolongada à segurança alimentar e à renda das famílias vulneráveis da região.
As informações oficiais foram apuradas e divulgadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).


