A Polícia Civil apresentou, na manhã desta sexta-feira (4), cerca de 2,5 toneladas de drogas apreendidas durante uma operação que resultou na prisão preventiva de Rodrigo Soares, conhecido como RC Soares, investigado por tráfico de drogas. Os entorpecentes foram encontrados dentro de um caminhão que estava em um imóvel ligado ao investigado. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Soares vinha sendo investigado havia cerca de dois anos e teve a prisão decretada pela Justiça.
Atuação política
RC Soares comandava o Instituto União, com sede no bairro Aleixo, em Manaus, entidade que, segundo publicações em redes sociais, também era utilizada para divulgar ações políticas de candidatos do PL.

Nas redes sociais, Soares se apresentava como coordenador da campanha de Maria do Carmo, candidata do PL ao Governo do Amazonas. A relação pública entre os dois também aparece em uma fotografia publicada pela própria candidata em suas redes sociais.

A imagem continua disponível no perfil de Maria do Carmo mesmo após a prisão de Soares pelo diretor do Denarc, delegado Rodrigo Torres.
O Instituto União também divulgava conteúdos relacionados às campanhas de Maria do Carmo, do candidato ao Senado Alberto Neto e do candidato a deputado federal Alfredo Nascimento.
Publicação atribuída a facção
Outro episódio que voltou a ganhar repercussão envolve uma publicação compartilhada por Maria do Carmo há cerca de duas semanas.
A candidata republicou em suas redes sociais uma mensagem atribuída a uma facção criminosa que ameaçava moradores de comunidades que fizessem campanha para o ex-governador e candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) e para o candidato a deputado federal Tadeu de Souza (Progressistas).
A mensagem proibia manifestações de apoio aos adversários em áreas apontadas como dominadas pelo grupo criminoso.
Após a repercussão negativa, a publicação foi apagada. Wilson Lima afirmou ter denunciado o episódio às autoridades e anunciado medidas junto à Polícia Civil, Polícia Federal, Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e Ministério Público Federal.
Sem explicações
Até a publicação desta matéria, Maria do Carmo não havia se manifestado publicamente sobre a prisão de RC Soares, sobre a relação dele com o Instituto União ou sobre a fotografia publicada em suas redes sociais.
A defesa de RC Soares também deverá se manifestar sobre as acusações que motivaram a prisão preventiva.


