Manaus registrou tempo aberto e sol forte na manhã deste sábado (5), com máxima de 36°C e umidade relativa do ar em declínio até 44% nos horários mais quentes do dia. A combinação de calor intenso e ar seco mantém o padrão de estiagem prolongada na capital amazonense, sem previsão de chuva e com a umidade atingindo patamares que exigem atenção para a saúde respiratória.
O cenário de seca contínua agrava a crise hídrica na região do Rio Negro, que fechou agosto cotado em 24,19 metros no Porto de Manaus após recuar mais de três metros ao longo do mês. Projeções técnicas indicam que o manancial pode atingir mínimas históricas entre 13 e 16 metros ainda em 2026, o que configuraria a terceira maior vazante registrada na capital. A Defesa Civil e pesquisadores já ativaram reuniões do plano “Alerta de Vazante 2026”.
No interior do estado, o clima apresenta comportamento misto: em Parintins o sol predomina sem precipitações com índice ultravioleta muito alto, enquanto o Alto Solimões, em municípios como Tabatinga, registra maior umidade com previsão de pancadas de chuva e trovoadas. Em Barcelos, no médio Rio Negro, a cota do rio já rompeu os níveis normais para o período.
Diante do ar seco e da radiação elevada em grande parte do estado, autoridades de saúde recomendam reforço na hidratação constante, uso de protetor solar e restrição da exposição direta ao sol entre 10h e 16h. Para pessoas com doenças respiratórias como asma e rinite, indica-se a umidificação de ambientes internos, enquanto nas regiões chuvosas o alerta volta-se ao combate a focos do Aedes aegypti.
A tendência para o restante do fim de semana aponta para a manutenção do tempo firme e quente em Manaus, paralelamente ao ritmo contínuo de descida dos rios nas principais calhas hidrográficas do Amazonas.


