A Polícia Civil do Estado de Goiás (PC-GO) prendeu em flagrante um homem de 28 anos acusado de manter em cárcere privado e estuprar a adolescente Ana Clara Alves Silva, de 13 anos. A garota, que estava desaparecida desde a madrugada de domingo (6) em Anápolis, foi resgatada na tarde de quarta-feira (9) trancada em um imóvel abandonado na mesma cidade, após ser localizada com o auxílio de sistemas de inteligência e câmeras de reconhecimento facial.
Em depoimento prestado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o suspeito confessou ter mantido relações sexuais com a menor e admitiu ter planejado detalhadamente a fuga da jovem. O agressor revelou que mantinha contato com a vítima há cerca de dois meses pelo aplicativo Discord, sabia da idade de Ana Clara e a instruiu a deixar o telefone celular em casa e desviar das câmeras de monitoramento do bairro para dificultar as buscas.
As investigações apontaram que a garota permanecia trancada no cativeiro enquanto o suspeito saía para trabalhar. O plano do homem, segundo apurado com testemunhas e familiares, incluía levar a adolescente para morar no Canadá. Após ser resgatada, Ana Clara passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), recebeu atendimento psicológico especializado e foi devolvida aos pais, enquanto o agressor foi autuado por estupro de vulnerável e cárcere privado antes de ser transferido ao sistema prisional.
O desfecho do caso encerra dias de buscas e forte comoção pública em Goiás, período em que o pai da vítima fez apelos emocionados na imprensa após a filha deixar uma carta de despedida declarando incerteza sobre seu retorno. O material de instrução policial reuniu depoimentos da delegada Aline Cardoso e de parentes, mapeando o aliciamento virtual sofrido pela menor no ambiente digital.
Em nota, a plataforma Discord declarou possuir compromisso rigoroso com a segurança dos usuários, informando utilizar tecnologia avançada e equipes táticas para prevenir a exploração sexual e o aliciamento de menores, além de oferecer ferramentas de controle parental para o monitoramento de navegadores por parte dos responsáveis.
(*)Com informações do Metrópoles


