Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve nacional por tempo indeterminado a partir das 22h, após rejeitarem a proposta da empresa para a campanha salarial. A deliberação ocorreu em assembleias realizadas nesta quinta-feira (10) e atinge bases sindicais espalhadas por quase todo o país, segundo informações divulgadas pelas entidades representativas da categoria.
De acordo com a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), as 35 assembleias contabilizadas aprovaram a deflagração da paralisação de forma unânime. O movimento abrange estados estratégicos como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto a votação no Acre está agendada para esta sexta-feira (11).
O principal impasse na negociação envolve mudanças no plano de saúde dos empregados. Os trabalhadores rejeitam a intenção da estatal de alterar a sua condição como mantenedora do benefício, sob o argumento de que a modificação ameaça o financiamento da assistência médica e coloca em risco o atendimento de funcionários da ativa, aposentados e dependentes.
A decisão pela greve ocorre após o esgotamento das rodadas diretas de negociação e de tentativas de conciliação intermediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem avanço nas audiências e diante do impasse mantido pela direção da empresa sobre os benefícios, as tratativas foram encerradas sem acordo entre as partes.
Com o início da paralisação, os sindicatos pretendem intensificar os piquetes de mobilização nas agências e centros de distribuição para pressionar os Correios e o governo federal por uma contraproposta. A FINDECT informou que permanece aberta ao diálogo para eventuais negociações que possam por fim ao movimento paredista.
(*)Com informações da Jovem Pan


