O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores repassados pelo programa Bolsa Família. Com o aumento, o benefício mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio subirá de R$ 675 para R$ 777 a partir do próximo ciclo de pagamentos, agendado para começar em 19 de outubro. A medida contempla cerca de 19 milhões de famílias cadastradas no programa em todo o país.
De acordo com o Ministério do Planejamento, a correção tem como objetivo repor a inflação acumulada desde o início de 2023. O impacto financeiro estimado até o fim de 2026 é de R$ 5,8 bilhões, alcançando uma projeção anual de R$ 22,7 bilhões nas despesas de 2027.
A pasta assegura que a ampliação conta com espaço no orçamento federal, embora o reajuste, anunciado em meio ao período eleitoral, não estivesse previsto na proposta orçamentária original.
Para ter direito ao pagamento atualizado, as famílias devem manter os dados regulares no Cadastro Único (CadÚnico) e atender às regras de condicionalidade em saúde e educação. A norma de enquadramento do Bolsa Família permanece exigindo renda familiar de no máximo R$ 218 por pessoa ao mês.
(*)Com informações da Veja


