O governo federal incluiu no Orçamento de 2026 o reajuste do Bolsa Família, que elevará o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O pagamento médio também aumentará, passando de R$ 675 para R$ 777. Segundo o Ministério do Planejamento, a medida terá um custo adicional de R$ 5,8 bilhões neste ano e foi incorporada ao relatório de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado nesta quinta-feira (24).
De acordo com o governo, o aumento foi viabilizado pela revisão para baixo das despesas obrigatórias, principalmente com a Previdência Social, cuja estimativa caiu R$ 11,5 bilhões. Também houve redução nas projeções de gastos com pessoal, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e subsídios. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a mudança decorre de novas estimativas orçamentárias, e não de cortes nos benefícios previdenciários.
Apesar do espaço encontrado para o reajuste, a equipe econômica elevou a previsão de déficit primário de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões em 2026. O novo valor representa aproximadamente 0,59% do Produto Interno Bruto (PIB). Para cumprir as regras fiscais, o governo anunciou um contingenciamento de R$ 13,6 bilhões.
O relatório também reduziu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões o total de recursos retidos no Orçamento. Desse montante, R$ 2,4 bilhões permanecem bloqueados para respeitar o limite de despesas, enquanto R$ 13,6 bilhões estão contingenciados para atender à meta fiscal. A revisão abriu uma margem de aproximadamente R$ 1,9 bilhão, mas o dinheiro não será liberado imediatamente aos ministérios.
Segundo Moretti, a equipe econômica pretende avaliar as solicitações dos órgãos federais antes de autorizar novos gastos, mantendo uma reserva para eventuais necessidades até o próximo relatório orçamentário. O governo também considera, em suas projeções, receitas adicionais associadas à valorização do petróleo no mercado internacional.
(*)Com informações do Uol


