O papa Leão XIV declarou, neste domingo (27), ser “impossível” considerar a eutanásia e o suicídio assistido como práticas normais, além de cobrar rigor dos bispos franceses na prevenção e reparação de abusos sexuais contra menores na Igreja Católica. O pronunciamento ocorreu durante visita ao Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, na França, marco histórico de devoção e busca por curas.
A manifestação pontifícia é uma reação direta à recente aprovação, pelo Parlamento francês, da legislação que autoriza o suicídio assistido e a eutanásia para pacientes em estágio terminal. Diante dos fiéis e de autoridades locais, o pontífice reiterou que diretrizes legais não se sobrepõem à moralidade e defendeu a dignidade inalienável dos doentes e vulneráveis.
Paralelamente às críticas à nova lei, o papa abordou o escândalo dos crimes sexuais no clero francês, com base no relatório que estimou cerca de 330 mil vítimas no país desde a década de 1950. Em reunião a portas fechadas com a Conferência Episcopal Francesa, o líder católico exigiu vigilância contínua e ações firmes de reparação.
Como gesto simbólico aos sobreviventes, o Santuário de Lourdes encobriu mosaicos da fachada de sua basílica criados pelo padre esloveno Marko Rupnik, acusado de abusos sexuais. O pontífice reservou a agenda da tarde para um encontro privado com sete vítimas de agressões cometidas por membros da instituição no país.
A viagem oficial do sumo pontífice pelo território francês será concluída nesta segunda-feira, no município de Metz, onde proferirá um discurso focado nas perspectivas de paz e no futuro da União Europeia.
(*)Com informações da Jovem Pan


