Manaus voltou a registrar a pior qualidade do ar entre todas as capitais brasileiras na manhã desta sexta-feira (16). Impulsionada pela intensa fumaça de queimadas, a capital atingiu o nível “insalubre” na plataforma internacional IQAir, enquanto monitores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) apontaram índices entre “muito ruim” e “péssimo” na maior parte dos bairros.
Como medida preventiva para proteger a população da poluição, a Prefeitura de Manaus suspendeu as aulas da rede municipal de ensino nesta sexta. A UEA também cancelou todas as atividades presenciais de alunos e professores nos três turnos, tanto na capital quanto nos campus do interior do estado, migrando o trabalho administrativo para o formato remoto.
A poluição que encobre a cidade é causada por incêndios florestais no interior amazonense e em estados vizinhos, como Rondônia, Pará e Mato Grosso. A seca prolongada e a ausência de chuvas dificultam a dispersão das partículas nocivas, que permanecem presas na atmosfera por dias e afetam principalmente crianças, idosos, gestantes e doentes crônicos.
Diante do agravamento da crise respiratória, o Ministério da Saúde enviou a Força Nacional do SUS para auxiliar 12 municípios do Amazonas. As equipes federais diagnosticam a rede de atendimento e monitoram o estoque e a oferta de oxigênio em hospitais e Distritos Sanitários Especiais Indígenas para evitar o desabastecimento de insumos vitais.
Para combater as chamas, o Ibama atua com 11 aeronaves de combate e apoio logístico na região, incluindo um avião KC-390 das Forças Armadas para lançamento de água. Mais de 300 focos de incêndio já foram extintos pelas equipes federais desde o início do decreto de situação de emergência, que atinge 36 municípios do estado.
(*)Com informações da Agência Brasil


