A qualidade do ar em Manaus voltou a atingir níveis críticos devido ao avanço de fumaça e fuligem vindos de queimadas. Dados do monitor internacional IQAir registraram índice de qualidade do ar na categoria “perigoso”, com a concentração de partículas finas (PM2.5) alcançando impressionantes 394,3 microgramas por metro cúbico. O sistema da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também confirmou a piora do cenário, classificando o ar da capital como “péssimo”.
A poluição intensa encobre quase toda a cidade, com situação ainda mais grave em bairros das zonas Leste e Sul, como Coroado, Petrópolis e Puraquequara. Nesses trechos, o acúmulo de poeira e fumaça é visível e a intensidade pode mudar ao longo do dia, a depender da direção dos ventos e do surgimento de novos focos de incêndio florestal.

As chamadas partículas PM2.5 são microscópicas e conseguem entrar profundamente no sistema respiratório. A inalação dessa poluição causa sintomas imediatos, como ardor nos olhos, coceira na garganta, tosse seca e falta de ar, podendo agravar crises cardíacas ou respiratórias. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma ou bronquite são os mais prejudicados.
Para se proteger da poluição, profissionais de saúde orientam a população a cancelar atividades físicas ao ar livre e manter portas e janelas fechadas. Quando houver necessidade de sair às ruas, o recomendado é utilizar máscaras de alta proteção, dos modelos N95 ou PFF2, já que os modelos simples de pano não conseguem barrar as partículas finas da fumaça.
A população também deve evitar produzir fumaça dentro de casa, como queimar lixo ou acender fogueiras, e reforçar a hidratação diária. Em situações de sintomas severos, como forte falta de ar ou dores no peito, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente.


