A Justiça do Amazonas negou, pela segunda vez, o pedido de prisão preventiva da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raíza Bentes Paiva, investigadas pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, ocorrida após a aplicação de doses elevadas de adrenalina. O caso, que causou forte comoção social, segue sob investigação da Polícia Civil.
O novo pedido de prisão foi apresentado no domingo (21) pelo delegado Marcelo Martins, responsável pelo inquérito, mas foi rejeitado pelo juiz de plantão Luiz Carlos Valoá. Na decisão, o magistrado considerou que as medidas cautelares já impostas às investigadas são suficientes para garantir a ordem pública.
Entre as determinações judiciais estão a suspensão do exercício da medicina por parte de Juliana Brasil Santos e o afastamento de Raíza Bentes Paiva das atividades de enfermagem. A morte de Benício completa um mês nesta terça-feira (23). A criança faria sete anos na próxima quinta-feira (25).
Benício Xavier morreu na madrugada de 23 de novembro, após receber adrenalina por via intravenosa. A família sustenta que o óbito foi provocado por uma sequência de erros médicos durante o atendimento hospitalar.
Recentemente, a Justiça do Amazonas também anulou o habeas corpus concedido à médica Juliana Brasil Santos, determinando que o pedido de liberdade seja analisado por um juiz de primeira instância. Em documentos e mensagens trocadas com outro profissional de saúde, Juliana admitiu erro na prescrição da medicação, embora a defesa alegue que a declaração ocorreu em um momento de forte abalo emocional.
A técnica de enfermagem Raíza Bentes Paiva, responsável pela aplicação da adrenalina, também é alvo das investigações. Segundo o delegado Marcelo Martins, o inquérito apura quatro linhas principais: a conduta da médica, a atuação da técnica de enfermagem, possíveis falhas estruturais do hospital e a hipótese de erro durante o procedimento de intubação.
As investigações seguem em andamento.



