Uma densa coluna de fumaça foi avistada na tarde desta quarta-feira (30) na região do distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, no interior do Amazonas. A cortina de fumaça chamou a atenção de frequentadores e trabalhadores da orla da Manaus Moderna, no Centro Histórico da capital, de onde o fenômeno pôde ser observado à distância através do Rio Negro.
O registro da ocorrência foi feito durante cobertura jornalística da equipe do Grupo Diário de Comunicação (GDC) na área portuária de Manaus. Devido ao afastamento geográfico entre a capital e o distrito vizinho, ainda não há confirmação exata sobre o ponto de origem das chamas, a dimensão da área afetada ou se equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas já foram acionadas para o combate.
O novo foco ocorre exatamente uma semana após outro grande incêndio florestal atingir a vegetação do mesmo distrito em Iranduba, no dia 23 de setembro. Na ocasião, bombeiros foram mobilizados para conter o avanço do fogo, que gerou forte impacto ambiental com o lançamento de uma espessa camada de fuligem e fumaça na atmosfera da região metropolitana.
Os sucessivos episódios em Iranduba refletem o agravamento das queimadas no estado durante o período de estiagem severa. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas registrou 2.384 focos de calor entre 1º e 19 de setembro de 2026, representando uma alta expressiva de 282,1% em comparação com os 624 focos contabilizados no mesmo intervalo de 2025.
A disparada nos índices de fogo sem controle na região metropolitana tem provocado episódios recorrentes de degradação na qualidade do ar em Manaus. Órgãos ambientais mantêm o monitoramento do clima e alertam para o risco intensificado de novas queimadas enquanto perdurar o pico da seca na Bacia Amazônica.


