Pai e filho amazonenses, criadores do Dominó Futebol Clube, lançam financiamento coletivo, dia 7 de agosto, e procuram parceiros no Polo Industrial de Manaus para produzir o jogo em solo brasileiro
Imagine um dominó em que cada pedra jogada não vale apenas pontos: ela move um jogador em campo, abre um passe, arma um contra-ataque. Foi essa ideia — simples de explicar, difícil de executar — que ocupou um ano da vida dos amazonenses Heimar Pinheiro de Oliveira e de seu filho Heriam Brito de Oliveira. O resultado tem nome: Dominó Futebol Clube (DFC), um jogo de tabuleiro que cruza duas paixões brasileiras, o futebol e o dominó de cinco pontas, tradicional na Região Norte. E tem também um endereço de nascimento: o Amazonas.

Uma empresa nascida do encontro entre experiência e habilidade
O DFC é filho de uma combinação que deu certo. De um lado, a experiência de Heimar — Gerencia de projetos, publicação de livro, design 3D. Do outro, o conhecimento de Heriam em games e a experiência de liderar times em várias maratonas de produção de Jogos. Dessa união nasceu a QiPrest, empresa registrada no Amazonas com uma convicção bem definida: em um mundo em que a diversão migrou para as telas, ainda há espaço — e fome — para produtos que divirtam pessoas em volta de uma mesa.
“Não queremos competir com o celular por atenção. Queremos oferecer o oposto dele”, resume a dupla. “Um jogo que funciona unindo pessoas, rindo, se divertindo, no mundo real.”
Um ano de protótipos até chegar aqui
Do papel à cortiça, da cortiça ao tabuleiro magnético em 3D: o DFC passou por um longo processo de refinamento até chegar ao formato atual, mas o objetivo, segundo os criadores, sempre foi o mesmo: um jogo simples de aprender na primeira partida, mas estratégico o bastante para prender amigos, famílias e jogadores experientes.
O desafio: produzir em Manaus e competir com a China
Fabricar na China é hoje o caminho mais barato — e quase todo jogo de tabuleiro vendido no Brasil segue por ele. Heimar e Heriam decidiram tentar primeiro o caminho mais difícil: produzir no Polo Industrial de Manaus, aproveitando os incentivos da Zona Franca e a capacidade instalada da indústria amazonense.
A QiPrest procura gráficas, fabricantes de peças plásticas por injeção e empresas de montagem e embalagem interessadas em produzir o tabuleiro e seus componentes com qualidade e preço competitivo.
“Nossa intenção sempre foi desenvolver um produto com DNA amazonense e encontrar parceiros para fabricá-lo no Brasil. Queremos mostrar que também é possível criar tecnologia, propriedade intelectual e entretenimento a partir da Amazônia”, afirma Heimar.
De 7 de agosto a 7 de setembro: a hora de decidir se o jogo existe
Para viabilizar a primeira produção, a QiPrest lança uma campanha de financiamento coletivo no Catarse, entre 7 de agosto e 7 de setembro. E é aqui que o leitor deixa de ser espectador.
O modelo funciona como uma pré-venda. O apoiador reserva sua unidade do jogo com vantagens exclusivas — condições que não existirão quando o produto chegar às lojas — e, com isso, ajuda a reunir os recursos necessários para a fabricação. Atingida a meta, o dinheiro é liberado para a produção e cada apoiador recebe o jogo em casa. Não atingida a meta, a própria plataforma devolve integralmente o valor pago. Ninguém perde nada.
Segundo os criadores, esse é justamente o maior obstáculo da campanha: explicar o modelo a um público que ainda não o conhece. “Muitas pessoas ainda não entendem como funciona. Elas precisam saber que, o risco é zero. Se a campanha não atingir a meta, o dinheiro é devolvido automaticamente e ninguém tem prejuízo”, explica Heimar.



