Eletricistas da Norte Tech, prestadora de serviços da concessionária Âmbar Energia, deflagraram uma paralisação na manhã desta segunda-feira (14), na base da empresa localizada no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. A mobilização, que segundo o sindicato local reúne cerca de metade dos trabalhadores da categoria em todo o Amazonas, afetou também as unidades da Ponta Negra, São José, Flores e Cidade Nova.
A categoria reivindica o reajuste do salário-base para R$ 2,5 mil, a elevação do auxílio-alimentação para R$ 1,2 mil mensais sem perda por atestado médico e o custeio integral do plano de saúde. Os trabalhadores também apontam jornada excessiva de trabalho e exigem reajustes no adicional de condutor e no auxílio-combustível, além da criação de um auxílio-creche de R$ 300 para as mães colaboradoras.
Por se tratar de um serviço essencial, a Justiça do Trabalho interveio no conflito. Uma decisão liminar da desembargadora plantonista Yone Silva Gurgel Cardoso, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), suspendeu provisoriamente a paralisação por descumprimento de requisitos da Lei de Greve, como a falta de aviso prévio de 72 horas, ausência de plano para manutenção de equipes mínimas e falta de comprovação de assembleia.
A liminar fixou multa diária de R$ 20 mil em caso de desobediência e determinou que os manifestantes mantenham distância de 50 metros das entradas da empresa. Em nota, a Âmbar Energia reiterou a posição do TRT-11 e destacou que possui Acordo Coletivo de Trabalho assinado em abril de 2026 com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Amazonas (STIU/AM), entidade legítima que declarou não ter convocado a paralisação. O mérito da abusividade da greve ainda será analisado pela Justiça.


