Autoridades de saúde de Manaus acendem o alerta e reforçam as orientações de prevenção contra a malária em decorrência do aumento das temperaturas e da maior frequência da população a balneários e áreas de mata.
Entre janeiro e agosto de 2026, a capital amazonense registrou 4.748 casos da doença, com forte concentração de infecções em comunidades da zona Leste, no bairro Tarumã (zona Oeste) e em ramais situados ao longo da rodovia BR-174.
Os órgãos de vigilância epidemiológica explicam que locais próximos a rios, igarapés e tanques de piscicultura favorecem os criadouros do mosquito Anopheles, vetor de transmissão do protozoário Plasmodium. A principal recomendação é evitar a exposição desnecessária nos horários de maior atividade do inseto, ao amanhecer e ao entardecer. O uso de repelentes, roupas compridas, telas em portas e janelas e mosquiteiros em áreas periurbanas e rurais também é fundamental.
A malária é uma doença infecciosa febril aguda cujos sintomas surgem entre sete e 15 dias após a picada, englobando febre alta, calafrios, dores no corpo e dores de cabeça. As autoridades alertam que a infecção tem cura, mas pode evoluir para quadros graves ou fatais se não for tratada a tempo. Pessoas que frequentaram áreas de risco e apresentarem febre devem procurar atendimento imediatamente.
A rede municipal disponibiliza 58 pontos de diagnóstico rápido em Manaus, sendo 41 na zona urbana e 17 na zona rural, onde foram realizados mais de 60 mil testes apenas em 2026. A detecção ágil e o início imediato do tratamento são estratégicos para interromper a cadeia de transmissão nas comunidades.
(*)Com informações da Assessoria


