Manaus foi palco, na manhã deste domingo (21), de um ato público contra a PEC da Blindagem e o Projeto de Lei da Anistia. Segundo estimativas de organizadores, cerca de 3 mil pessoas participaram da mobilização, que integra um calendário nacional de manifestações promovido por frentes e movimentos sociais.
A concentração começou por volta das 8h na Avenida Getúlio Vargas, no Centro. Grupos também se reuniram na Praça da Polícia e na Praça da Saudade antes de seguir em caminhada pelas avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro. O ato terminou nas imediações da Igreja Matriz, onde discursos em carro de som citaram parlamentares do Amazonas favoráveis às propostas em discussão no Congresso.
Com cartazes, faixas e panfletos, os manifestantes entoaram palavras de ordem como “sem anistia” e criticaram as duas medidas. A PEC, já aprovada na Câmara em regime de urgência, determina que só com autorização da maioria absoluta da própria Câmara ou do Senado seja possível abrir ação penal contra parlamentares, prevendo prazo de até 90 dias para a decisão. Para opositores, o texto cria barreiras para investigações e dificulta a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério Público.
O Projeto de Lei da Anistia, também alvo de protestos, prevê o perdão de condenados e processados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, o que, segundo os manifestantes, enfraquece punições impostas pela Justiça.
As manifestações deste domingo ocorreram em dezenas de cidades. Pela manhã, veículos de imprensa relataram atos previstos em 23 estados e pelo menos 22 capitais, alguns com atrações culturais. No Rio de Janeiro, nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil se apresentaram em apoio ao movimento. Em Brasília, milhares se reuniram no Museu da República, e, ao longo do dia, foi registrado um balanço de mobilizações em todas as 27 capitais.



