As intensas nuvens de fumaça que encobrem Manaus nos últimos dias são alimentadas pela combinação de queimadas no entorno da capital e pelo transporte de poluição vinda do oeste do Pará. Segundo análises de especialistas e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), as correntes de vento estão carregando fuligem e gases de incêndios florestais distantes, piorando a qualidade do ar no Amazonas.
No estado vizinho do Pará, o avanço descontrolado do fogo mobiliza equipes de emergência em municípios como Belterra, Juruti, Uruará, Placas, Santarém e Itaituba. As chamas já destruíram extensas áreas de vegetação, atingiram propriedades rurais e ameaçaram residências, exigindo o combate ininterrupto do Corpo de Bombeiros para conter os focos.
Além dos focos paraenses, a atmosfera da Região Metropolitana de Manaus sofre com os incêndios recorrentes em municípios próximos situados na margem direita do Rio Amazonas. Cidades como Autazes, Careiro e Careiro da Várzea registram queimadas frequentes que lançam grandes volumes de fumaça diretamente em direção à capital e a municípios como Parintins.
A massa de ar poluído levanta graves alertas de saúde pública e de preservação ambiental em todo o Estado. A concentração de material particulado no ar aumenta o risco de problemas respiratórios e alérgicos na população, além de causar danos diretos à fauna e à flora amazônica.
Com a persistência do tempo seco e dos ventos que espalham a fuligem, autoridades ambientais reforçam a necessidade de combater as queimadas ilegais e conter os focos de incêndio nas divisas estaduais para amenizar a crise do ar na região.


