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Banco Central Intervém: Reag Investimentos Liquidada em Meio a Suspeitas de Fraude Bilionária

O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta-feira (15) a liquidação da Reag Investimentos, agora denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. A decisão ocorre em resposta a graves suspeitas de fraudes financeiras que teriam sido orquestradas em conexão com o Banco Master.

A instituição financeira, sediada em São Paulo, juntamente com seu fundador e ex-CEO, João Carlos Mansur, foram alvos de mandados de busca e apreensão executados pela Polícia Federal na quarta-feira (14). A ação faz parte da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no setor financeiro.

Segundo o Banco Central, a decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”. O órgão reiterou que “continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais”, buscando garantir a integridade do Sistema Financeiro Nacional.

Com a medida, os bens dos controladores e ex-administradores da Reag Investimentos terão sua indisponibilidade decretada, impedindo a alienação e visando a preservação do patrimônio envolvido nas investigações, conforme previsto na legislação.

A Reag Investimentos, classificada como uma instituição do segmento S4, representa uma parcela mínima do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional (menos de 0,001%). Este segmento, por sua vez, possui uma regulação mais simplificada devido ao menor risco sistêmico.

A principal atividade da Reag era a administração de aproximadamente 90 fundos de investimento, que reúnem recursos de múltiplos investidores. Com a liquidação, esses fundos continuarão a existir, mas demandarão a contratação de uma nova gestora.

As investigações apontam que a Reag Investimentos teria administrado fundos fraudulentos supostamente ligados ao Banco Master. O esquema investigado envolveria uma complexa movimentação financeira de depósitos e retiradas entre fundos, com o objetivo de mascarar a identidade dos beneficiários finais dos recursos.

Estima-se que as fraudes possam ultrapassar a marca de R$ 11 bilhões, com indícios de desvio de recursos do SFN para enriquecimento pessoal de envolvidos, destacando-se Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e seus familiares.

O caso, inicialmente sob supervisão da Justiça Federal, foi elevado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido a indícios de envolvimento de pessoas com foro privilegiado. O ministro Dias Toffoli é o relator do processo e autorizou as diligências recentes. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) também acompanha o caso e considera a possibilidade de realizar uma inspeção sobre os procedimentos que culminaram na liquidação do Banco Master pelo BC.

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