O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta um marco histórico para a agricultura nacional em 2025, com uma safra estimada em 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Este volume representa um expressivo aumento de 18,2% em comparação com os 292,7 milhões de toneladas colhidos em 2024, consolidando um novo recorde na série histórica do país.
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (15), revelam que os principais impulsionadores deste crescimento são a soja, o milho e o arroz. A produção de soja deve atingir 166,1 milhões de toneladas, um avanço de 14,6% em relação ao ano anterior, enquanto o milho registra uma estimativa recorde de 141,7 milhões de toneladas, com um salto de 23,6%. O algodão herbáceo em caroço também se destaca, com uma produção estimada em 9,9 milhões de toneladas, 11,4% superior a 2024. Outras culturas como arroz em casca, trigo e sorgo também apresentaram projeções de crescimento significativas.
Apesar do otimismo para 2025, as projeções do IBGE indicam uma leve retração para 2026. A safra do ano seguinte é estimada em 339,8 milhões de toneladas, uma redução de 1,8% em relação ao recorde de 2025, o que equivale a uma queda de 6,3 milhões de toneladas. Essa diminuição é atribuída principalmente às menores estimativas para o milho, sorgo, arroz, algodão herbáceo e trigo. No entanto, a soja e o feijão são exceções, com previsões de crescimento para 2026.
Para a elaboração das estimativas de 2026, o IBGE incorporou dados de canola e gergelim, produtos que vêm ganhando relevância no cenário agrícola brasileiro, apesar de seu cultivo ainda ser concentrado em poucas regiões do país. A atualização das previsões para 2026 mostra uma tendência de recuperação em relação a prognósticos anteriores, com um aumento de 4,2 milhões de toneladas na previsão divulgada anteriormente.



