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Caso Isabelle: saiba tudo sobre morte de universitária de 22 anos

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A Polícia Civil do Ceará prendeu preventivamente, na terça-feira (22), o bacharel em Direito João Munhoz Neto, de 34 anos, investigado por suspeita de envolvimento na morte da namorada, a universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos. A jovem morreu em 13 de setembro, após cair de um edifício em Fortaleza. A prisão ocorreu no bairro Aldeota e foi fundamentada nos artigos 122 e 147 do Código Penal, que tratam, respectivamente, de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação e de ameaça. O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que o processo tramita em segredo de Justiça.

Segundo a família, Isabelle conheceu João em julho deste ano, quando começou a estagiar em um escritório de advocacia onde ele era seu chefe. Os dois iniciaram um relacionamento e, em agosto, a estudante passou a morar com o namorado, a mãe e o irmão dele. Em 12 de setembro, Isabelle passou o dia na casa da mãe, Isorlanda Caracristi, onde também dormiu. No domingo (13), após passar parte do dia com a família, informou que participaria de uma procissão com o namorado e os familiares dele. Às 19h, enviou a última mensagem à mãe: “Mãe, eu te amo”. No dia seguinte, sem conseguir contato com a filha e após perceber que havia sido bloqueada por João, Isorlanda foi ao condomínio onde a jovem morava. No local, soube pela síndica que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo tinha sido removido pela perícia.

A morte ganhou repercussão depois que Isorlanda divulgou vídeos nas redes sociais cobrando esclarecimentos sobre as circunstâncias do ocorrido. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que a estudante morreu em decorrência de politraumatismo provocado pelo impacto da queda. Os exames toxicológicos não identificaram substâncias no organismo da jovem, e os laudos descartaram gravidez. Até o momento, dez laudos foram encaminhados aos investigadores, incluindo análises realizadas no apartamento, no terraço do edifício e no local onde o corpo caiu. Outros três relatórios complementares estão em fase de conclusão, com previsão de entrega em até dez dias.

No domingo (20), a polícia localizou a mãe de João em uma praia e apreendeu o celular e o tablet dela para análise pericial. Dois dias depois, o investigado foi preso preventivamente. A advogada Lígia Peixe, responsável pela defesa, afirmou que a decisão surpreendeu a equipe, pois João teria se apresentado voluntariamente à polícia, informado seu paradeiro e entregue os aparelhos celulares. Segundo a defensora, ele está emocionalmente fragilizado e faz uso de medicação controlada.

A defesa também confirmou que João é casado desde janeiro de 2025, mas alegou que ele estava em processo de divórcio amigável e havia encerrado a relação conjugal cerca de 15 dias antes de iniciar o namoro com Isabelle. Conforme a advogada, o investigado inicialmente escondeu o casamento por receio da reação da estudante, que posteriormente teria descoberto a informação. A investigação prossegue para esclarecer as circunstâncias da morte e apurar a possível responsabilidade criminal do namorado.

(*)Com informações do Metrópoles

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