O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode distribuir cerca de R$ 13,2 bilhões em lucros aos trabalhadores. O valor é referente ao resultado obtido pelo fundo em 2025 e ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Curador do FGTS, em reunião prevista para a próxima terça-feira (28).
Se aprovada, a distribuição deverá ser realizada até 31 de agosto de 2026, com o crédito dos valores diretamente nas contas vinculadas dos trabalhadores.
Terão direito ao benefício os trabalhadores que possuíam saldo no FGTS em 31 de dezembro de 2025. A regra vale tanto para contas ativas, de empregos atuais, quanto para contas inativas, de vínculos empregatícios anteriores.
O repasse não será dividido igualmente entre os trabalhadores. O valor recebido por cada pessoa será calculado de forma proporcional ao saldo disponível na conta do FGTS.
A proposta prevê a distribuição de aproximadamente 90% do lucro obtido pelo fundo, o que pode representar um rendimento adicional de cerca de 1,8% a 2% sobre o saldo das contas.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a rentabilidade total do FGTS em 2025 chegou a 6,90%, superando em 2,53 pontos percentuais a inflação medida pelo IPCA.
Os valores distribuídos serão incorporados ao saldo das contas e continuarão sujeitos às regras do FGTS. Dessa forma, o saque só poderá ser realizado nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, doenças graves e saque-aniversário.
A distribuição deve alcançar mais de 130 milhões de trabalhadores. No ano passado, cerca de 134 milhões de pessoas receberam valores referentes aos lucros do FGTS.



