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Incêndio destrói 20 anos de pesquisas na UFPE e afeta 200 trabalhos acadêmicos

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O incêndio de grandes proporções que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) noite de quarta-feira (7), destruiu um centro de pesquisas da instituição, causando um prejuízo estimado em R$ 100 milhões e a perda de 20 anos de estudos científicos. Cerca de 200 dissertações e teses de pós-graduação sobre temas como câncer, covid-19 e autismo foram prejudicadas. A Polícia Federal investiga se a ação foi criminosa, enviando peritos de Brasília para reforçar as apurações.

Em visita ao local nesta quinta-feira (8), o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou que as bolsas de estudo serão prorrogadas e que R$ 28 milhões serão destinados para construir um novo prédio e reequipar os laboratórios. O ministério também abriu vagas em programas no exterior para que estudantes de mestrado e doutorado deem continuidade às pesquisas em países como Alemanha, Estados Unidos e França.

O prédio atingido abrigava equipamentos de alta tecnologia das áreas de saúde, biologia, biomedicina e educação física, como câmeras de análise tridimensional de movimento. Segundo a reitoria da UFPE, todos os materiais de pesquisa no local foram consumidos pelas chamas, mas não há qualquer risco de contaminação para a população. O campus também oferecerá apoio psicológico aos afetados.

Este foi o terceiro incêndio registrado no campus em apenas uma semana. Diferente do episódio mais recente, os dois casos anteriores já tiveram as causas esclarecidas pela universidade: o primeiro ocorreu por falha em um experimento no Departamento de Física no dia 30 de setembro, e o segundo por um curto-circuito em um ar-condicionado no Centro de Biociências no domingo (4).

A Polícia Federal apura se há relação entre as ocorrências ou se a última tragédia foi provocada intencionalmente. As equipes periciais trabalham no local afetado para identificar a origem das chamas o mais rápido possível e esclarecer o caso.

(*)Com informações da CNN Brasil

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