Relatórios da Polícia Federal, cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça (STF), revelaram trocas de mensagens e registros de encontros entre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Intermediadas pelo advogado Ciro Soares entre 2024 e 2025, as comunicações citam chamadas telefônicas, reuniões em Brasília, referências a uma viagem a Londres e registros fotográficos entre os envolvidos.
As investigações da PF indicam que o advogado atuava como ponte para aproximar o banqueiro do chefe do Ministério Público Federal em meio a bastidores políticos e repercussões de operações financeiras da instituição bancária.

Diante da revelação das mensagens, o caso passou a ser debatido no plenário do STF, onde o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, além de motivar a convocação de uma sessão extraordinária no Conselho Superior do MPF.
Em manifestação no Supremo Tribunal Federal, Paulo Gonet negou qualquer proximidade com o ex-banqueiro, afirmando que esteve com Vorcaro em apenas uma ocasião pública em 2024 e questionando a validade jurídica das apurações da PF. O procurador-geral argumenta que investigações direcionadas a autoridades da Corte exigem autorização prévia e rito formal específico para prosseguimento.
(*)Com informações do O Globo


