A Petrobras reajustou o preço médio do querosene de aviação (QAV) em 11,76% nas refinarias de todo o país. Com o aumento previsto em contrato e em vigor desde esta quinta-feira (1º), o valor do litro vendido às distribuidoras passou de R$ 5,58 para R$ 6,24. O combustível é o principal insumo utilizado no abastecimento de aviões e helicópteros do setor aéreo.
A nova alta faz o preço médio do combustível acumular um salto de 74% desde 1º de março, quando o litro custava R$ 3,59. Segundo a Petrobras, a disparada é reflexo direto dos conflitos militares no Oriente Médio, que afetaram o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, reduziram a oferta mundial da matéria-prima e elevaram a cotação internacional do produto.
O sucessivo encarecimento do querosene impacta diretamente o caixa das companhias aéreas brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), os gastos com combustível, que representavam cerca de 30% das despesas operacionais antes do conflito, já ultrapassam 45% dos custos totais do setor.
Apesar de o Brasil produzir petróleo, a cotação dos derivados segue o valor de mercado global fixado em moeda estrangeira. A estatal brasileira atende a cerca de 85% do mercado nacional de QAV, mas o setor é aberto para que outras empresas privadas atuem na fabricação e importação do insumo.
Para tentar aliviar os impactos do aumento sobre os preços das passagens e as empresas do setor, a Petrobras mantém opções de parcelamento dos reajustes para as distribuidoras. As distribuidoras são responsáveis por comprar o combustível nas refinarias e repassá-lo para as companhias aéreas nos aeroportos de todo o país.
(*)Com informações da Agência Brasil


