O cantor baiano Netinho, um dos maiores ícones da história do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista lutava há mais de um ano contra um câncer no sistema linfático. A pedido do próprio músico, as cerimônias de velório e cremação serão reservadas exclusivamente para a família e amigos próximos.
Nascido em Santo Antônio de Jesus, Netinho iniciou sua trajetória musical na adolescência em Salvador. Sua projeção nacional ocorreu em 1988, quando assumiu os vocais da Banda Beijo e estourou nas rádios com o hit “Beijo na Boca”. O auge da carreira veio em 1996, já em carreira solo, com o lançamento da canção “Mila”, que se transformou em um hino do Carnaval e levou o ritmo baiano para o exterior.
Ao longo de quatro décadas de carreira, o artista acumulou grandes sucessos, atuou como empresário no ramo de estúdios musicais e superou graves problemas de saúde no passado. Em 2013, após sofrer três acidentes vasculares cerebrais (AVCs) que afetaram temporariamente sua voz, enfrentou um longo processo de recuperação até retornar aos palcos.
O diagnóstico de câncer no sistema linfático ocorreu em março de 2025, quando o cantor deu entrada no hospital com fortes dores nas pernas. Durante todo o período de tratamento, o músico compartilhou os desafios do processo de saúde com seus seguidores pelas redes sociais.
A morte do cantor gerou intensa comoção entre fãs, artistas e admiradores da música popular brasileira. Netinho deixa uma filha, Bruna Trindade, e um legado fundamental para a consolidação e popularização do axé music em todo o país.
(*)Com informações da Veja


