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Stranger Things 5 – O Final: Série encerra jornada com final que pode agradar uns e frustar outros.

Por Vinícius Andrade – Meus caros leitores e leitoras, chegou o fim.

Chegou o final de uma das séries mais fodas dos últimos anos. Stranger Things não foi apenas uma série, meus amigos; foi um marco na história da cultura pop e também o que levou a Netflix a ser o que ela é hoje — e isso jamais será questionado ou negado.

Você tendo gostado ou odiado o fim da série — coisa que, inclusive, já já entraremos em discussão aqui —, é inegável o impacto que ela teve. Antes de mais nada, posso dizer que esse final de Stranger Things pode não ter sido perfeito, pode não ter sido o que muitos esperavam e, claro, todo mundo tem o direito de gostar ou não, e isso é fato. Mas, no meu caso, fui um daqueles que gostaram — com várias ressalvas e reclamações, mas gostei.

Vamos começar falando do que não prestou e terminar a matéria falando do que foi bom. Assim, a gente finaliza de forma positiva, né? Afinal, acabamos de entrar em 2026 e já vamos começar o ano amargurados, gente? Claro que não, né. Vambora então…

Primeiramente, vamos falar aqui sobre o desapontamento do público com esse final, né? Eu sou um daqueles que não julgo quem tá descendo o pau na série. Afinal, dona Netflix é uma covarde! Prometeu, prometeu e prometeu um episódio estrondoso, de partir o coração de geral, dizendo que teríamos várias mortes… e acabou que não tivemos, né?

Acho que não houve morte nem das criaturas do Mundo Invertido, rapaz. E a maior culpada por essa frustração do público com o final é a própria Netflix, que não teve coragem de colocar um personagem principal para fazer companhia ao Olavo de Carvalho, né?

Eu reforço aquilo que escrevi na última crítica que entreguei sobre a série: não teve consequências. Não teve nada além de todo mundo envolvido em um evento de proporções épicas que acabou como se tivesse sido um parque de diversões.

Parecia que geral tava incorporado com a alma de vários atores brucutus da época, como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e o caralho a quatro, porque ninguém ali saiu ferido, ninguém saiu com sequela, nada. Isso é algo que frustra o espectador, porque passa a sensação de que a grande guerra foi uma coisa qualquer — uma ida à esquina — e foi isso.

Culpa sua, Netflix, que ficou incentivando algo que você não teve culhão de fazer.

Outra coisa que geral anda reclamando é sobre o final da Onze na série — e eu concordo com geral. Final bosta pra personagem. Eu acredito que, se todo mundo ali teve seu final feliz, por que a Onze não poderia ter?

Eu acho isso injusto com a personagem, porque ela só tomou no rabo a série inteira, e a Netflix ainda teve a coragem de arranjar uma desculpa pra, um dia — e eu não duvido disso nem um pouco —, desfazer essa morte e trazer ela de volta em um possível spin-off da série. Duvido não, viu.

Toma vergonha, Netflix. Toma vergonha e mata seus personagens sem medo de revolta. Coisa feia, viu.

A motivação do Vecna é outra coisa extremamente qualquer coisa. Tacaram um foda-se do tamanho do Texas, largaram uma motivação jogada ali e ainda tentaram trazer uma redenção. Pelo menos, graças a Deus, tiveram a coragem de manter o vilão como vilão.

Chega desse negócio de “ah, ele é mau por causa disso, por causa daquilo”. Para com essa porra. Isso é chato.

Sobre a batalha final, eu achei algo bem legal. Não me ofendeu e muito menos me deixou excitado. Acho que a ação final cumpre o seu papel, e o investimento da Netflix aqui é fenomenal. Gastaram grana, e não foi pouca, não.

E eu concordo com quem anda falando que o Vecna foi derrotado muito facilmente. Vamos ser sinceros: se a Netflix não tivesse dado uma nerfada legal no cara, no mínimo metade do grupo ali teria ido de base.

Sobre os monstros não terem aparecido, eu trago a informação! Simplesmente porque acabou o dinheiro, haha. Gente, pra uma série de streaming, acredito que já tava batendo — e passando — muito do valor que eles pretendiam gastar.

Eu só não me frustrei mais ainda com a falta de consequências porque tava tudo muito bem feito: CGI de qualidade e uma produção impecável. E, embora o final seja agridoce — o que desagrada alguns —, ainda é melhor do que ter matado metade do elenco e entregue um final pior ainda.

Agora, vamos falar de coisa boa? Vamos falar daquilo que realmente funcionou, daquilo que, no mínimo, deve ter tocado o seu coração. Começando pelo destino de vários personagens queridos dessa série que vai ser lembrada por muitos anos — e seus personagens, mais ainda.

Gente, eu acho que todo mundo ali — tirando o coitado do Mike — teve o seu final feliz. Steve virou treinador e passou a lidar com crianças no seu dia a dia, e isso condiz muito com esse personagem, que deixou de ser um babaca para se tornar um dos melhores pais adotivos da ficção.

Joyce e Hopper tiveram o seu tão merecido “felizes para sempre”, e isso aquece o coração dos fãs, já que eles mereciam — e muito — ser felizes depois de tanta desgraça. Temos também uma Nancy independente, outra personagem que cresceu demais ao longo da série e finalmente teve o seu momento. Ela terminou livre, dona de si e em busca de novas aventuras mundo afora.

Jonathan seguiu a vida como diretor de filmes, e todos parecem mais do que felizes com os rumos que suas vidas tomaram. Infelizmente, não posso dizer que o roteiro teve a mesma delicadeza com a personagem da nossa amada Maya Hawke, a Robin. Longe de ter sido apagada do episódio final, ela ficou devendo um futuro mais concreto.

A série simplesmente jogou a namorada dela para os infernos e foi isso. Ainda assim, eles marcaram de se encontrar uma vez por mês, para sempre poderem contar suas novidades. E é muito bom saber que, depois de tanta desgraça em Hawkins, a amizade prevaleceu.

Agora, vamos falar deles: Mike, Will, Max e Lucas. Faltou só a nossa Onze para termos o final agridoce perfeito, né?

Gente, é inegável que eu vivi uma montanha-russa de emoções nesse episódio — boas e ruins — e, ainda assim, ele conseguiu me fazer chorar nos seus instantes finais. A cena deles jogando o seu jogo favorito é de amolecer o coração.

Acho que todos eles evoluíram — e muito — durante a série. Todos tiveram seus momentos e, independentemente de você ter gostado ou não do final, é inegável como essa cena compensa tudo aquilo que pode não ter agradado. No mínimo, ela te arranca um sorriso.

E não, eu não acredito que a Onze esteja viva. Aquilo é apenas uma forma deles lidarem com o luto — e tudo bem. Eu só não quero a dona Netflix mexendo no que não deve no futuro.

Stranger Things finaliza sua história com altos e baixos, com emoções e frustrações. Porém, uma coisa é certa: Stranger Things fez história e será lembrada por muitos anos. E eu serei um daqueles que guardará essa série no coração.

Série: Stranger Things – Temporada 5

Data de Lançamento: 31/12/2025

Elenco: Millie Bobby Brown, Noah schnapp, Finn Wolfhard, Sadie Sink, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Joe Keery, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Winona Ryder, David Harbour, Maya Hawke.

Streaming: Netflix

O autor é estudante, crítico de cinema e fã de filmes e séries

Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores. É permitida sua reprodução, total ou parcial desde que seja citada a fonte.

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