Às vésperas do início da Copa do Mundo, a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) denunciou que os Estados Unidos teriam retirado a cota de ingressos destinada à seleção iraniana para o torneio. A competição será realizada em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (9), a entidade afirmou que torcedores que já planejavam viajar para acompanhar os jogos do Irã não terão mais acesso aos bilhetes reservados à federação, o que impediria a presença da torcida iraniana nas partidas da equipe.
Segundo a FFIRI, uma verba anteriormente destinada à compra e distribuição desses ingressos teria sido suspensa. A federação afirma que, diante da decisão, não possui condições de disponibilizar entradas aos seus torcedores.
De acordo com o regulamento da Fifa, cada seleção participante tem direito a cerca de 8% dos ingressos de suas partidas, destinados justamente à torcida. No entanto, a federação iraniana sustenta que esse benefício foi revisto após o início da venda geral para a fase de grupos.
A entidade classificou a medida como contrária ao “espírito das competições internacionais” e ao princípio de igualdade entre os países participantes. Também pediu que os organizadores respeitem normas de neutralidade e imparcialidade na distribuição dos ingressos.
A controvérsia ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, que já haviam levantado dúvidas sobre a participação da seleção iraniana no torneio. Apesar das especulações, os jogadores tiveram os vistos autorizados recentemente pelo governo norte-americano.
A estreia do Irã na competição está marcada para o dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia.



