Um incêndio de grandes proporções em um depósito de resíduos no bairro Puraquequara, Zona Leste de Manaus, completou mais de 20 horas de duração nesta quarta-feira (7). As chamas começaram por volta das 14h de terça-feira (6) e continuam ativas, com previsão de que os trabalhos de combate e rescaldo se estendam até a noite.
Para conter o avanço do fogo, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) já utilizou mais de 150 mil litros de água. O combate é complexo porque as chamas atingem uma área superior a 100 metros de extensão, coberta por entulhos que chegam a três metros de altura. As equipes usam retroescavadeiras e pás mecânicas para revirar o lixo e apagar o fogo que queima em profundidade.
A operação conta com o apoio do Polo Industrial de Manaus, que forneceu caminhões-pipa de grande capacidade, além da abertura de uma barreira de proteção no solo para evitar que o fogo chegue à vegetação vizinha. O Corpo de Bombeiros investiga as causas do sinistro e trabalha com a hipótese de fagulha acidental ou negligência na limpeza de terrenos, descartando ação criminosa até o momento.
O combate ao incêndio ocorre em meio a uma onda de queimadas na capital e no interior do Estado. Somente na terça-feira (6), Manaus registrou mais de dez focos de incêndio em vegetação, enquanto tropas estaduais também foram mobilizadas para conter queimadas em municípios como Itacoatiara, Caapiranga, Careiro e Presidente Figueiredo.
Como consequência das queimadas na região, a qualidade do ar em Manaus atingiu níveis prejudiciais à saúde na manhã desta quarta-feira (7). Índices de monitoramento ambiental posicionaram a capital amazonense no topo do ranking de pior qualidade do ar entre as cidades brasileiras acompanhadas, com alta concentração de fumaça e fuligem em diversos bairros.


