Especialistas da Organização das Nações Unidas condenaram, nesta quarta-feira (15), os ataques realizados por Israel contra o Líbano no início de abril. De acordo com o Conselho de Direitos Humanos da ONU, as ações foram classificadas como uma “agressão ilegal” e uma campanha de bombardeios indiscriminados.
Em comunicado, os especialistas afirmaram que os ataques não podem ser considerados autodefesa. Segundo o grupo, as ofensivas representam uma violação da Carta da ONU, além de comprometerem as perspectivas de paz e o sistema multilateral internacional.
Os bombardeios integram a escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah, intensificado nas últimas semanas. No dia 8 de abril, ataques israelenses deixaram mais de 250 mortos, no que foi considerado o episódio mais violento desde o início recente das hostilidades.
A escalada ocorreu após o Hezbollah, aliado ao Irã, retomar disparos de foguetes contra o norte israelense, após uma pausa durante um cessar-fogo de duas semanas mediado pelos Estados Unidos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Líbano não estava incluído no acordo de trégua, indicando a continuidade das operações militares no território libanês.



