A votação no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre uma resolução que autoriza o uso da força para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz foi adiada para a próxima semana, em meio a divergências entre potências internacionais.
O texto, proposto pelo Bahrein, prevê a autorização de “todos os meios defensivos necessários” para garantir a segurança da rota marítima por pelo menos seis meses. A análise da medida já havia sido remarcada anteriormente e acabou novamente postergada após impasse entre os membros do colegiado.
China, Rússia e França — países com poder de veto — se posicionaram contra qualquer autorização que envolva ação militar na região. De acordo com o jornal The New York Times, a principal discordância está no trecho que permite o uso de “todos os meios necessários” para assegurar a passagem de navios e impedir bloqueios.
O debate ocorre após semanas de negociações sem consenso. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou a proposta e afirmou que eventuais medidas consideradas provocativas podem intensificar ainda mais o conflito.
A crise no Estreito de Ormuz, bloqueado pela Guarda Revolucionária do Irã após ataques dos Estados Unidos e de Israel, já provoca reflexos no mercado global de petróleo. A passagem concentra cerca de 20% do fluxo mundial da commodity, com aproximadamente 20 milhões de barris transportados por dia.
Com cerca de 33 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, o corredor marítimo é considerado estratégico por ser a principal ligação entre o Golfo Pérsico e o oceano aberto.



