O Pentágono anunciou que transmitirá ao vivo a execução por fuzilamento do ex-psiquiatra militar Nidal Hasan, marcada para o dia 3 de dezembro nos Estados Unidos. A medida foi duramente criticada nesta sexta-feira (9) pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, que classificou a exibição pública do ato como uma forma de tortura e de pena cruel, desumana e degradante.
Condenado à morte em 2013, Hasan matou 13 pessoas e feriu outras 30 durante um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A aplicação da pena máxima foi aprovada pelo presidente Donald Trump, marcando a primeira execução conduzida pelas Forças Armadas americanas desde 1961 e a primeira por pelotão de fuzilamento no âmbito militar desde a Segunda Guerra Mundial.
A transmissão pública foi confirmada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que afirmou que a exibição busca mostrar que há consequências graves para atos dessa natureza. A declaração gerou forte repúdio internacional e de parlamentares norte-americanos, que classificaram a transmissão como uma prática medieval e contrária às normas internacionais sobre direitos humanos.
Na época do julgamento, Hasan assumiu a própria defesa, não apresentou testemunhas e declarou oposição às intervenções militares dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão. Investigadores apontaram que o ex-militar atuou inspirado por redes extremistas internacionais e pelo clérigo radical Anwar al-Awlaki.
Apesar de episódios de violência armada serem frequentes nos Estados Unidos, ataques com mortes dentro de bases e instalações militares são considerados raros. Com o aval do governo, a execução do ex-militar segue agendada para o início de dezembro, cercada de controvérsia jurídica e diplomática.
(*)Com informações da Jovem Pan


