A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta quinta-feira (13/2) que pode processar o Google, que domina 90% do mercado global de buscas on-line, após a plataforma alterar o nome do Golfo do México para “Golfo da América”, a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Estamos, de fato, em uma disputa com o Google. E, se necessário, tomaremos medidas legais”, disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa matinal.
Formada em Física, a presidente de orientação esquerdista criticou a forma como a subsidiária da Alphabet fez a mudança de nome, após um decreto recente de Trump.
Sheinbaum explicou que a solicitação do presidente dos EUA se referia apenas à área da plataforma continental sob soberania dos Estados Unidos, e não ao Golfo como um todo.
Ela informou que o Ministério das Relações Exteriores do México enviou uma carta ao Google, esclarecendo o erro e destacando o que o decreto de Trump e as normas internacionais sobre a questão preveem.
Embora o Google tenha mantido sua posição, Sheinbaum afirmou que, “se continuarem insistindo, nós também insistiremos e até estamos considerando uma ação judicial”.
A presidente mexicana também ressaltou que, embora o Google seja uma empresa privada, sua cartografia é uma referência global.
“O que estamos dizendo ao Google é: reveja a ordem executiva emitida pela Casa Branca e assinada por Trump. Você verá que o decreto não se refere ao Golfo como um todo, mas apenas à plataforma continental”, concluiu Sheinbaum.